sexta-feira, 20 de maio de 2011

Melhorando a produção de artigos e teses


No mundo acadêmico, em que a quantidade e qualidade de artigos publicados é importante para o destaque profissional, é preciso estar atualizado e capacitado para produção rápida e eficiente de artigos. Podem ser artigos para a mais conceituada das publicações científicas ou postagens para seu blog, o primeiro tipo requer maturação de ideias e profundidade, o segundo tipo requer constância e brevidade. Mas qualquer texto moderno tem que ser mais ágil e mais dinâmico em sua estrutura, lincado internamente e externamente, atualizadíssimo e dando conta das informações globais sobre o assunto em pauta.

Algumas sugestões:
  1. Sei que você ainda deve ser apaixonado por papel, por livros, artigos impressos e por cópias xerográficas; vá abandonando esses amores, os textos estão cada vez mais em suporte eletrônico e você não poderá imprimir, carregar e rabiscar aquele monte de papel. Com o advento dos tablets, essa tendência recrudesceu e não há como evitar o texto virtual. Qualquer equipamento permite anotações, grifos, iluminações e comentários, tal qual era feito no papel. Desencane e chegue ao século XXI, cuja primeira década já se foi.
  2. Ao escrever, se a ideia já está toda na cabeça, escreva. Se existem apenas alguns pontos, escreva. Se for fazer uma "chuva de ideias", escreva, escreva, escreva. Não há nada mais produtivo para a escrita que escrever. Tudo que for escrito poderá ser aproveitado, descartado, modificado ou mesmo evitado conscientemente – depois de visto em forma de texto. É preciso que se criem mecanismos para evitar o bloqueio de produção, o “branco”. E escrever é o melhor método.
  3. Cuidado com o conflito de versões! Se você for salvando milhares de arquivos com nomes diferentes, sem lhes indicar a progressão, pode errar e trabalhar num arquivo ultrapassado e depois ter partes das boas ideias e dos trabalhos espalhados por diferentes arquivos, com perda de tempo e de conteúdo. Use algo como: versão a.docx. / versão b.docx. / e por aí afora. Mesmo nome com um indicativo sequenciador.
  4. Não tenha dó, escreva bastante, mas depois corte tudo que não for necessário, tudo que for repetitivo, tudo que for superficial e tudo que já tiver sido dito exaustivamente. Assim suas brilhantes ideias originais ficarão em destaque ao invés de se perderem no amontoado de coisas que os outros já escreveram. Refira-se ao que for de domínio amplo sem citar extensamente, refira-se ao antigo e ao novo sem juízos de valor por antiguidade ou modernidade, refira-se ao clássico de passagem, refira-se pouco a si mesmo!
  5. Reescreva, leia novamente imaginando-se na pessoa de seu leitor. Leia com calma. Guarde o material, deixe-o "descansar", sem consultá-lo por algum tempo, se for um texto que permita isso. Modifique o que for necessário. Encaminhe para um revisor de textos. Submeta a colegas e leigos que se dispuserem a ler. Discuta com o revisor as interferências que ele tiver feito. Se for uma tese ou dissertação, tente se antecipar várias semanas aos prazos: juro que isso será um diferencial positivo a seu favor. O revisor agradecerá a antecipação, o orientador fará uma festa e você se sentirá bem mais feliz se não ficar premido pelo tempo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Revisando seus textos

 O que é revisar um texto?
  • Revisar um texto é o processo técnico que visa torná-lo melhor que ele se apresenta. Qualquer texto pode e deve passar por contínuas revisões, a cada reapresentação ou reedição. A palavra revisar vem do latim revisere, significa nesse contexto ver de novo, examinar novamente, visar outra vez, e é algo diferente de rever simplesmente, pois implica a disposição para modificação e melhoria.
Mas não é só consertar ortografia, pontuação, gramática?
  • Claro que não! Na verdade isso é importante, mas a maioria dos programas de edição de texto já faz a maior parte desse trabalho. O trabalho do revisor fica abreviado por esses programas, sim, mas isso representa apenas um ganho de tempo para o autor e o revisor, não uma solução do problema. Revisar o texto inclui melhorá-lo em todos os aspectos, basicamente fazendo dele uma melhor ferramenta de comunicação entre o autor e o leitor. Eu diria que revisar é consertar o que estiver errado e concertar – assim com “c”, para que tudo esteja em harmonia!
Bem, então é uma questão de reordenar frases, evitar repetições, vícios de linguagem?
  • Sim, também isso! Essas questões ortográficas, gramaticais e de estilo são partes do processo amplo da revisão de texto, algumas vezes são chamadas de preparação do texto, outras de copydesk, ou de revisão primária, secundária até a revisão final – que nunca é a última mesmo, mas apenas significa que é preciso entregar o trabalho.
E o autor não pode revisar seu próprio texto, se ele for bom de português?
  • Todo autor lê e relê muitas e muitas vezes o que ele escreve. Todos fazemos isso. Mas o processo de revisão, como modernamente o compreendemos, pressupõe alteridade – o que quer dizer que é necessária outra pessoa, de fora do processo de criação do texto, para revisá-lo com isenção e distanciamento. As pessoas que estão envolvidas na criação do texto, autor ou autores estão muito próximas dele, podem deixar passar lapsos por terem uma leitura já apressada, ou pior: podem não perceber as dificuldades que uma pessoa de fora teria em compreender as informações e argumentos. Então, é necessária outra pessoa, ou outra equipe para a revisão do texto, principalmente se for um texto formal, destinado à publicação, seja pela edição, defesa ou qualquer outra mídia.
O que mais está envolvido na revisão, por exemplo, de um texto acadêmico?
  • Escrever é um processo de criação, no caso do texto acadêmico, a criação está comprometida com a apresentação de uma verdade suposta, de um conhecimento produzido ou de análises sobre conhecimentos anteriores – quando não for tudo isso. Esse texto tem características próprias, diferentes do texto literário ou jornalístico, por exemplo, portanto requer uma estrutura própria de apresentação das informações, dos argumentos e das conclusões obtidas; muitas vezes essa estrutura é formal, uma forma mesmo que limita a criatividade, e cumpre ao revisor, em tal caso, verificar se o texto ficou bem amarrado em tais parâmetros.
Precisa de uma revisão? Ligue pra nós!